Uma agência de social media não deveria ser contratada apenas para “cuidar do Instagram”. Essa frase parece pequena, mas costuma esconder um escopo enorme: planejamento, criação, aprovação, publicação, community management, relatórios, vídeos, campanhas, crises e uma fila de pedidos que aparece no meio da semana.
Quando o trabalho é bem estruturado, social media ajuda a marca a ter presença, consistência e uma linguagem reconhecível. Quando não é, vira uma esteira de posts que todo mundo aprova e ninguém sabe exatamente por que está publicando.
Por isso, antes de comparar propostas, vale entender o que uma agência realmente faz e que tipo de problema ela precisa resolver.
O que faz uma agência de social media?
Ela organiza a presença da marca nas redes sociais.
Isso envolve escolher temas, planejar formatos, produzir conteúdo, publicar, acompanhar reações e ajustar a estratégia a partir do que acontece nos canais.
Em alguns projetos, o trabalho é principalmente editorial. Em outros, envolve creators, mídia paga, cobertura de eventos, SAC, produção audiovisual e campanhas especiais.
O escopo muda bastante de empresa para empresa. É por isso que duas propostas chamadas “gestão de redes sociais” podem ter preços e entregas completamente diferentes.
Social media não é só post
O post é a parte visível. O trabalho começa antes.
Existe pesquisa, planejamento, entendimento de marca, definição de tom, reunião de pauta, roteiro, design, captação, aprovação e organização de calendário.
Depois que o conteúdo entra no ar, ainda existe análise. O que ganhou atenção? O que foi ignorado? Que perguntas apareceram? Que tema poderia virar uma série? O que vale repetir?
Se a agência só produz e publica sem aprender nada com o que acontece depois, metade do trabalho está sendo desperdiçada.
Quais serviços uma agência de social media pode oferecer?
O pacote varia, mas normalmente passa por algumas frentes.
Estratégia e planejamento
Define objetivos, plataformas prioritárias, territórios de conteúdo, tom de voz e cadência.
Criação de conteúdo
Inclui copy, design, roteiros, edição e, dependendo do projeto, produção de foto e vídeo. Nossa visão sobre essa etapa está detalhada no guia de criação de conteúdo para redes sociais.
Publicação e calendário
Organiza a rotina dos canais, datas, formatos e aprovações. Parece operacional, mas um calendário mal montado vira gargalo rapidamente.
Community management
Comentários e mensagens são parte da experiência com a marca. Dependendo do volume e do risco, é preciso definir regras claras sobre quem responde, quando responde e quando uma situação deve ser escalada.
Relatórios e aprendizado
O relatório não deveria ser uma apresentação mensal com cinquenta gráficos. Ele precisa responder o que funcionou, o que não funcionou e o que faremos diferente a partir disso.
Quando a agência também precisa entender mídia paga
Hoje é difícil separar completamente social e mídia.
Uma campanha orgânica pode gerar um ótimo criativo para anúncios. Um conteúdo de creator pode ser transformado em Partnership Ad. Uma peça que funciona em mídia pode sugerir um novo caminho editorial.
Isso não significa que a mesma equipe precisa executar tudo. Mas as áreas precisam conversar.
Na Continuum, trabalhamos com mídia paga e conteúdo de forma integrada justamente para evitar aquele cenário em que a equipe de performance pede vinte criativos na sexta-feira e a equipe social descobre pela primeira vez que a campanha existe.
E os creators?
Creators deixaram de ser apenas uma frente separada de “influência”. Muitas vezes eles fazem parte da própria produção de conteúdo da marca.
Um creator pode participar de uma campanha, produzir UGC, criar vídeos para uso nos canais da empresa ou autorizar mídia sobre uma publicação.
Isso amplia bastante o repertório da operação de social media e ajuda a marca a fugir daquela estética em que todo conteúdo parece ter sido feito pela mesma pessoa no mesmo template.
Se essa frente for importante, vale olhar também nossa estrutura de campanhas com influenciadores.
Quanto custa uma agência de social media?
Não existe um valor único porque “social media” pode significar coisas muito diferentes.
Uma operação com uma rede, poucas publicações e material fornecido pelo cliente tem uma estrutura de custo. Uma operação com Instagram, TikTok, LinkedIn, captação mensal, vídeos, creators, community management e campanhas tem outra.
Os principais fatores de custo são volume de canais, frequência, complexidade de produção, quantidade de aprovações, necessidade de captação, atendimento da comunidade e nível de senioridade envolvido.
Por isso, comparar só o número de posts quase sempre leva a uma decisão ruim.
Agência ou time interno?
Não existe uma resposta certa para todas as empresas.
Um time interno conhece o negócio de perto, tem acesso rápido às áreas e costuma captar melhor nuances da cultura. Uma agência traz repertório externo, escala de produção e especialidades que nem sempre vale manter dentro de casa.
Em muitos casos, o melhor desenho é híbrido. A empresa mantém alguém responsável pela estratégia e contexto interno, enquanto a agência entra com planejamento, produção e especialidades.
Esse modelo funciona especialmente bem quando existem muitas áreas querendo usar as redes e alguém precisa organizar prioridades.
Como escolher uma agência de social media
Eu olharia menos para o número de seguidores da própria agência e mais para a qualidade do raciocínio que ela apresenta.
Ela consegue explicar por que escolheria determinados formatos? Pergunta sobre negócio, vendas e posicionamento ou só pergunta quantos posts você quer? Mostra trabalho real? Entende como conteúdo se conecta a mídia, creators e outras áreas?
Também é importante entender quem vai trabalhar na conta. Às vezes a reunião comercial é excelente e o time que assume o projeto nunca participou daquela conversa.
Processo importa tanto quanto portfólio.
Sinais de que a operação atual precisa mudar
Alguns sintomas aparecem rápido.
- o calendário vive atrasado;
- todo mês começa com a sensação de que estamos começando do zero;
- a marca publica bastante, mas parece não ter assunto próprio;
- ninguém sabe quais conteúdos ajudaram o negócio;
- cada área interna pede uma coisa diferente;
- o conteúdo orgânico não conversa com mídia;
- há muita aprovação e pouca decisão.
Nesse ponto, trocar apenas o designer ou aumentar o número de posts raramente resolve. O problema é de estrutura.
Como a Continuum trabalha social media
Gostamos de começar entendendo o papel das redes dentro do negócio.
Para algumas marcas, social é principalmente construção de marca. Para outras, é canal de aquisição, community, suporte a campanhas ou social commerce. Na maioria dos casos, é uma mistura.
A estratégia vem daí. Depois escolhemos formatos, ritmo, produção e distribuição.
Quando faz sentido, conectamos esse trabalho à nossa frente de agência de conteúdo, creators e mídia paga.
Alguns exemplos dessa combinação estão na página de cases.
Perguntas frequentes
Agência de social media também responde comentários?
Pode responder, mas isso precisa estar previsto no escopo. Community management exige regras, horários, fluxos de aprovação e critérios para situações sensíveis.
A agência precisa produzir vídeos?
Não necessariamente, embora vídeo tenha se tornado parte importante da rotina de várias redes. A produção pode ser feita pela agência, por creators, pelo cliente ou por parceiros especializados.
Social media inclui mídia paga?
Nem sempre. Gestão orgânica e mídia paga são serviços diferentes, embora devam trabalhar de forma integrada.
Vale contratar agência para uma única rede social?
Sim, quando aquela rede tem importância suficiente para justificar uma operação dedicada. É melhor fazer bem um canal relevante do que estar mal presente em cinco.