O que Tiago Xisto fazia como diretor executivo da Keyd
Logo no começo da entrevista, Luciano Amaral faz uma pergunta direta: como é trabalhar em esports sem ser o jogador que aparece durante um campeonato? A resposta de Tiago é importante porque deixa claro que uma organização competitiva também funciona como empresa. Ele descreve uma estrutura com departamentos de marketing, atendimento, esportes, administração e finanças, que precisam atuar de maneira coordenada.
Na posição de diretor executivo, Tiago relata que seu papel era liderar os diferentes departamentos, acompanhar metas e assegurar a execução do planejamento estratégico. A responsabilidade incluía participação próxima nas decisões de marketing e comunicação, além da gestão de contratos de patrocínio e das necessidades administrativas e financeiras do clube. Em outras palavras, a função não se limitava a cuidar de campeonatos ou negociar a contratação de jogadores.
O objetivo empresarial, conforme explica na conversa, era fazer a organização crescer, ampliar sua torcida e obter bom desempenho esportivo. Essas metas estão conectadas: a relação com o público fortalece a presença da marca, os patrocinadores ajudam a financiar as atividades e uma estrutura organizada permite que a equipe mantenha suas operações competitivas.
O ponto mais interessante é a forma como Tiago aproxima os esports da gestão de qualquer outro negócio. Talento e entretenimento são fundamentais para atrair atenção, mas há processos, pessoas, contratos e planejamento por trás de cada projeto. Essa perspectiva também explica por que profissionais de marketing, finanças, atendimento e administração encontram oportunidades na indústria dos jogos.
Counter-Strike, Free Fire e Valorant: as modalidades mencionadas na entrevista
Quando Luciano pergunta em quais jogos a Keyd trabalhava naquele momento, Tiago apresenta três frentes competitivas: Counter-Strike, Free Fire e Valorant. Para Counter-Strike, ele descreve tanto uma equipe principal quanto uma equipe academy, destinada ao desenvolvimento e à revelação de novos talentos.
Essa distinção é relevante porque revela a preocupação com continuidade. Uma organização não pode depender apenas de contratações para o elenco principal. A criação de uma base permite acompanhar atletas em formação e estruturar oportunidades de progressão, ainda que os resultados dependam de decisões técnicas e da evolução de cada jogador.
O Valorant aparece na conversa como exemplo de modalidade cuja entrada no portfólio precisa ser estudada. Tiago reforça que cada jogo tem sua comunidade, seu ecossistema competitivo e um contexto diferente de oportunidades. A escolha de uma modalidade não deve ser orientada apenas pelo entusiasmo da equipe com um lançamento ou pelo número de pessoas jogando casualmente.
Essas informações descrevem o período da entrevista, registrado em 2020. Não representam necessariamente as modalidades ou a estrutura atual da organização. Como documento profissional, o vídeo ajuda a entender as escolhas estratégicas de um executivo no momento de expansão e transformação do mercado brasileiro de esports.
Como decidir se vale a pena investir em uma nova modalidade de esports
Uma das respostas mais relevantes da entrevista surge quando Luciano pergunta sobre a decisão de investir em um jogo novo, como o Valorant. Tiago descreve o processo como multidisciplinar: a análise considera vários indicadores, e não apenas a popularidade imediata de um título.
Ele aponta a maturidade do jogo e de seu cenário competitivo como um primeiro filtro. Já existe uma liga forte operando no Brasil? Há expectativa concreta de organização de competições? Depois entram os sinais de mercado: tamanho da audiência, engajamento dos espectadores, base de jogadores e ritmo de crescimento.
Existe ainda um ponto especialmente importante: o papel da publisher, a empresa responsável pelo jogo. Tiago observa que alguns títulos podem ter uma audiência relevante sem que a editora trate o cenário competitivo como prioridade. Essa diferença altera a viabilidade de uma operação profissional, porque a organização depende de um ecossistema de torneios, regras e oportunidades para justificar seu investimento.
Somente depois dessa leitura de mercado a equipe parte para o planejamento interno. Abrir uma nova modalidade envolve buscar talentos, contratar profissionais e adaptar a estrutura para acolher novos jogadores. Portanto, a expansão de uma organização é apresentada como uma decisão de negócio com custos e riscos, não como uma simples inscrição em campeonato.
Para quem trabalha com patrocínios, publicidade ou gestão esportiva, esse trecho oferece uma lição aplicável além dos games: o potencial de mercado precisa ser convertido em critérios de investimento verificáveis. Popularidade é um sinal, mas sustentabilidade depende de estrutura, expectativas de crescimento e capacidade de execução.
De jogador casual a atleta: rotina, responsabilidade e controle emocional
O episódio também traz uma mensagem dirigida aos jovens que sonham em trabalhar como jogadores profissionais. Tiago começa estabelecendo uma diferença essencial: jogar por diversão deve continuar sendo uma experiência prazerosa. Para adolescentes, ele recomenda aproveitar os jogos como passatempo, espaço de convivência e forma de estar perto dos amigos.
A transição para o esporte profissional, por outro lado, envolve novas responsabilidades. A entrevista menciona a necessidade de organizar horários, estudar o jogo e trabalhar a preparação mental. Ser bom em partidas ocasionais não é a mesma coisa que sustentar desempenho em treinos, competições e momentos de pressão.
Ao comentar o tema, Tiago destaca que o esporte eletrônico exige muito do componente psicológico. Controle emocional, foco, capacidade de decidir rapidamente e estabilidade diante de situações difíceis aparecem como características que podem diferenciar o desempenho de um atleta. Não se trata apenas da velocidade dos reflexos ou do domínio mecânico dos comandos.
Luciano pergunta ainda sobre oportunidades para quem deseja entrar no cenário competitivo, e a conversa menciona acompanhar redes sociais e processos de seleção, como as peneiras. Não há uma promessa de que esse caminho garanta uma carreira; a mensagem é que profissionalização exige preparo e acompanhamento das oportunidades reais do setor.
O valor desse conselho está no equilíbrio. A entrevista não trata o jogo casual como algo que precise obrigatoriamente virar profissão, mas mostra que, para quem deseja competir seriamente, é necessário encarar o processo com disciplina semelhante à de outras atividades profissionais.
Galaxy Note20, S Pen e produtividade no trabalho executivo
Há também uma parte do Papo Play voltada à tecnologia móvel. Luciano apresenta um aparelho Samsung Galaxy Note20 e pergunta como as funcionalidades de um smartphone podem ajudar quem ocupa um cargo de liderança. Tiago responde com exemplos práticos de tarefas que executava durante o trabalho, especialmente quando estava longe de um computador.
Ele relata o uso da S Pen para revisar apresentações, planilhas e arquivos recebidos pela equipe. Em vez de esperar para abrir um notebook, podia marcar pontos de alteração de layout, imagens e texto, gerar um arquivo para compartilhamento e enviá-lo por e-mail ao profissional responsável.
O aspecto mais interessante da resposta não é uma avaliação técnica completa do telefone, mas a descrição de um fluxo de aprovação. Para alguém que coordena equipes e projetos comerciais, revisar materiais e devolver orientações rapidamente pode reduzir etapas de comunicação. A conversa também menciona videochamadas e a qualidade das câmeras durante reuniões externas.
O produto faz parte da apresentação do programa, e o episódio inclui comentários positivos sobre suas funções. Esses comentários devem ser lidos no contexto da demonstração do Galaxy Note20 realizada na entrevista, e não como um teste independente de dispositivos ou como recomendação atual de compra. A lição profissional mais duradoura é o uso da tecnologia para simplificar processos e acelerar a colaboração entre equipes.
O contexto da conversa com Luciano Amaral
Quando uma partida de esports começa, o público vê jogadores, jogadas e o resultado na tela. Mas uma organização competitiva não se sustenta apenas com talento dentro do jogo. Existe uma operação inteira trabalhando para que atletas possam competir, parceiros tenham entregas relevantes e os projetos encontrem continuidade. Esse é o ponto de partida para entender a importância de ouvir quem atua na gestão da indústria.
Em uma edição do Papo Play, da ESPN Brasil, apresentada por Luciano Amaral, Tiago Xisto participou de uma conversa sobre o universo dos esportes eletrônicos e sua atuação na Keyd. O registro foi compartilhado por ele em artigo publicado no Negócios e Games em 21 de outubro de 2020. Na apresentação daquele material, Tiago explica que o encontro abordou o papel dos executivos nas organizações de esports e como as empresas são divididas internamente. Também houve uma partida de Free Fire, trazendo o jogo para dentro da conversa.
Em outro trecho da entrevista, Tiago lembra que muitas modalidades esportivas tradicionais haviam interrompido competições, enquanto atividades digitais e online continuaram operando durante aquele período. Ele utiliza essa diferença para contextualizar a força do ecossistema de esports, que mantinha atletas em evidência enquanto dependia de uma estrutura profissional nos bastidores. Para quem acompanha o setor, a conversa ajuda a entender o trabalho realizado fora dos servidores; para profissionais de negócios, mostra a importância de planejamento, administração e relacionamento com patrocinadores.
Esta página reúne os fatos registrados sobre a participação e desenvolve uma análise editorial de sua relevância. O conteúdo não reproduz uma transcrição integral do episódio; sempre que falamos de práticas gerais de gestão, tratamos de contexto setorial e não de frases específicas atribuídas a Tiago ou Luciano.
Qual é o papel de um executivo em uma organização de esports?
Uma das grandes contribuições de entrevistas com dirigentes de equipes é tornar visíveis funções que raramente recebem a mesma atenção que atletas ou partidas. Diretores e executivos precisam pensar no funcionamento da organização como um todo. Isso envolve definir prioridades, equilibrar orçamento, organizar processos, buscar parcerias e decidir onde concentrar investimentos.
Em qualquer operação competitiva, o planejamento precisa lidar com incerteza. Um time pode ter ótimo desempenho em uma temporada e resultados esportivos diferentes na seguinte. Campeonatos podem alterar formatos; jogos podem perder ou ganhar popularidade; plataformas mudam; marcas ajustam suas estratégias. Por isso, decisões comerciais e administrativas devem considerar cenários que vão além do próximo torneio.
O executivo também faz a ponte entre universos com linguagens diferentes. De um lado estão os jogadores, treinadores, comunidades e criadores de conteúdo; de outro estão patrocinadores, fornecedores, veículos, agências e profissionais de finanças e jurídico. A capacidade de traduzir objetivos entre esses grupos é uma parte importante da gestão.
Essa é uma razão para valorizar a experiência de profissionais que chegaram aos esports vindos de áreas como publicidade, comunicação e desenvolvimento de negócios. Conhecer profundamente a cultura dos games é essencial, mas construir uma operação depende igualmente de competências de liderança, negociação e administração.
Como uma equipe de esports costuma se organizar por dentro
Uma organização de esports pode variar muito de tamanho. Há projetos pequenos, com equipes enxutas e profissionais acumulando responsabilidades, e operações maiores, com departamentos especializados. Não existe um organograma único que sirva para todas as modalidades ou estratégias. Ainda assim, algumas funções aparecem com frequência quando uma organização se profissionaliza.
A direção e a gestão administrativa são responsáveis por coordenar a empresa, tomar decisões estratégicas e acompanhar sua saúde financeira. A área competitiva reúne jogadores, treinadores e, conforme a estrutura, analistas e profissionais de suporte. A frente comercial procura parceiros, desenvolve propostas e administra contratos. Já marketing, conteúdo e comunicação trabalham a presença da marca, o relacionamento com o público e a entrega de projetos para patrocinadores.
Há ainda atividades transversais: produção de eventos, relacionamento com comunidades, tecnologia, design, recursos humanos, jurídico e organização de viagens. Nem sempre essas competências são internas. Algumas podem ser fornecidas por prestadores ou parceiros especializados.
Quando essas funções não estão bem alinhadas, problemas de uma área rapidamente aparecem em outra. Um patrocínio fechado sem entender o calendário competitivo pode gerar entregas difíceis de executar. Uma campanha publicitária pode não funcionar se ignorar a linguagem da torcida. Um planejamento financeiro baseado somente em resultados esportivos pode produzir riscos desnecessários.
Conhecer essa estrutura é útil tanto para quem deseja trabalhar no setor quanto para empresas interessadas em patrocinar organizações e compreender quem responde por cada etapa de um projeto.
O desempenho competitivo é importante, mas não é o único trabalho
Atletas são a face mais visível das organizações de esports, mas a entrevista da ESPN chama atenção para o preparo necessário antes de competir profissionalmente. Tiago recomenda que jovens comecem pelo prazer de jogar e cultivar amizades. Para quem deseja seguir uma carreira, ele fala da necessidade de estruturar horários, estudar o jogo e desenvolver preparo mental. Esse contraste ajuda a separar a diversão casual das responsabilidades de um atleta.
Isso inclui organizar rotinas, acompanhar compromissos, estabelecer regras de convivência, coordenar comunicação e proteger o foco da equipe durante momentos decisivos. Dependendo do porte da organização e da modalidade, podem existir profissionais dedicados a análise de desempenho, preparação física, suporte psicológico e outras especialidades.
Do ponto de vista administrativo, existe uma distinção importante: apoiar uma equipe competitiva não significa simplesmente contratar os melhores jogadores disponíveis. O desafio está em construir uma estrutura que tenha objetivos esportivos claros e, ao mesmo tempo, caiba no modelo econômico da organização.
O mesmo vale para decisões que envolvem a exposição de atletas em campanhas. O público pode acompanhar um jogador justamente por sua autenticidade; quando a comunicação comercial não respeita isso, há risco de perder credibilidade. Uma boa operação procura conciliar os compromissos profissionais com o entendimento da comunidade.
Patrocínios e negócios: onde a gestão encontra o marketing
Marcas se aproximam dos esports porque desejam participar de comunidades com interesses definidos e uma relação forte com entretenimento digital. Mas o valor de um patrocínio não nasce automaticamente da colocação de um logotipo na camisa de uma equipe. É necessário definir objetivos, entregas, público, formatos e indicadores que permitam avaliar os resultados da parceria.
Uma propriedade esportiva pode oferecer visibilidade em uniformes, transmissões, eventos, conteúdo com jogadores e iniciativas com criadores. Algumas campanhas precisam de alcance; outras buscam consideração por uma marca, demonstração de produto ou associação com determinados valores. A proposta comercial deveria partir do problema de comunicação que o anunciante quer resolver.
Isso exige um relacionamento constante entre a área comercial e quem realiza a operação. O time responsável por conteúdo precisa saber o que prometeu o comercial. A produção precisa ter acesso aos atletas e ao calendário adequado. A gestão precisa acompanhar os compromissos assumidos e organizar a prestação de contas.
Uma liderança que entende mídia, estratégia de marca e comportamento de audiência consegue dialogar com patrocinadores de maneira mais ampla. O patrocínio deixa de ser encarado como uma simples compra de espaço e passa a ser planejado como uma ação de marketing com propósito e contrapartidas mensuráveis.
Esse aprendizado ajuda a explicar a continuidade da trajetória de Tiago Xisto em projetos ligados a marketing, comunidades e negócios digitais. Sua experiência com esports é parte de um repertório profissional que também se aplica a campanhas de influência e projetos de comunicação desenvolvidos em outros setores.
A comunidade é um ativo que não aparece no placar
Uma organização pode disputar torneios, mas sua relação com o público acontece todos os dias. Torcedores acompanham transmissões, comentam notícias, compartilham vídeos, participam de conversas e criam referências culturais em torno das equipes. Essa atividade não depende exclusivamente de ganhar campeonatos.
Por isso, marcas que trabalham com esports precisam pensar em conteúdo e comunidade como partes do negócio. Os perfis dos atletas, o calendário de lançamentos, os criadores ligados à organização e os canais sociais ajudam a manter vivo o relacionamento entre uma competição e outra.
O papel da gestão é construir coerência. Uma campanha para os fãs precisa respeitar a história do time e o que a comunidade espera dele. Também deve haver clareza sobre quais canais serão utilizados e quais compromissos comerciais precisam ser cumpridos. Sem esse alinhamento, ações podem parecer artificiais mesmo quando têm grande investimento.
Uma comunidade engajada oferece oportunidades para projetos de conteúdo e experiências, mas também exige cuidado. Ela não deve ser tratada como um número abstrato de seguidores que pode ser transferido automaticamente para qualquer anunciante. A confiança foi construída em torno de pessoas, histórias e interesses compartilhados.
Free Fire também fez parte do encontro com Luciano Amaral
Além da discussão sobre gestão, a entrevista inclui uma partida de Free Fire entre Luciano Amaral e Tiago Xisto. Os dois comentam a experiência de jogar e, durante a conversa, Tiago observa que a Garena compreendeu o público brasileiro e que o jogo ajudou a ampliar o acesso ao esporte eletrônico, inclusive por funcionar em celulares menos potentes. Isso conecta a experiência de jogo à discussão sobre público e crescimento do setor.
Trazer gameplay para um programa de entrevistas ajuda a aproximar espectadores que talvez ainda não conheçam a dinâmica de uma modalidade. O jogo introduz uma linguagem familiar aos fãs e permite que a conversa circule entre estratégia de negócio e cultura gamer, sem depender de uma apresentação formal.
Free Fire é também um bom exemplo de como o ecossistema dos jogos para celular ampliou a diversidade de perfis e formatos do mercado. A discussão sobre esports não se limita a computadores de alto desempenho ou arenas tradicionais. Diferentes plataformas e comunidades exigem estratégias específicas de conteúdo, comunicação e ativação de marcas.
Não é possível afirmar, a partir da descrição disponível, quais jogadas aconteceram ou quais comentários foram feitos durante a partida. Para conhecer essa parte do encontro, o melhor caminho é assistir ao vídeo original da ESPN incorporado acima.
Por que a presença na ESPN importa para a trajetória profissional
Uma entrevista na ESPN Brasil tem um significado particular quando observamos a evolução dos esports. O assunto ultrapassa os canais dedicados exclusivamente a games e passa a aparecer em um ambiente editorial reconhecido por sua relação com o esporte e seus profissionais. Para o público, isso ajuda a apresentar uma indústria frequentemente vista apenas pelo lado do entretenimento.
Para um executivo entrevistado, a participação também constitui um registro público de atuação profissional. Há diferença entre publicar um texto no próprio site e ser convidado a conversar sobre sua área de experiência em um veículo externo. Os dois tipos de material podem ser úteis, mas cumprem funções distintas.
Na construção de uma presença profissional na internet, esse tipo de referência torna a trajetória verificável. O visitante pode acessar a entrevista original, identificar o veículo e contextualizar o período em que ela ocorreu. Isso é mais forte do que apresentar declarações genéricas de autoridade sem apontar evidências.
Não é necessário exagerar o alcance dessa participação ou transformá-la em uma premiação. Seu valor está no que efetivamente documenta: Tiago Xisto foi entrevistado no Papo Play da ESPN Brasil sobre a estrutura e a gestão de uma organização de esports, como parte de sua trajetória no mercado.
O Galaxy Note20 no episódio e as possibilidades para marcas de tecnologia
A transcrição da entrevista permite identificar com precisão o produto comentado no programa: Samsung Galaxy Note20. Luciano Amaral pergunta a Tiago como o aparelho ajuda na rotina de um executivo, e a conversa avança para S Pen, revisão de apresentações, compartilhamento de arquivos e qualidade de videochamadas. O relato demonstra como funções de produtividade podem ser apresentadas a partir de usos reais, dentro de um programa sobre tecnologia e esports.
Luciano também propõe que os dois joguem Free Fire, conectando a conversa sobre produtividade ao uso recreativo do smartphone. É uma associação entre tecnologia móvel, trabalho e cultura gamer que se torna compreensível para quem assiste. A transcrição não apresenta números de desempenho comercial nem permite mensurar resultados de uma eventual ação de marca. Por isso, o artigo descreve a demonstração do aparelho sem atribuir métricas ou entregas não documentadas à Samsung.
O aprendizado editorial é mais amplo: veículos, criadores, organizações de esports e marcas podem integrar um mesmo ecossistema de comunicação. Cada parte participa de maneira diferente. O veículo produz e distribui conteúdo; o convidado contribui com conhecimento; o anunciante pode apoiar o programa; a audiência decide se a experiência merece sua atenção.
O trabalho de planejamento consiste em conectar essas dimensões de forma coerente. É a mesma lógica que aparece hoje em projetos de branded content, marketing de influência e campanhas que utilizam comunidades de interesse como ponto de partida.
O que essa entrevista ensina a quem quer trabalhar com games
Quando se pensa em carreira na indústria de jogos, as primeiras profissões que vêm à cabeça costumam ser jogador profissional, criador de conteúdo, artista ou desenvolvedor. São caminhos importantes, mas representam apenas parte de um mercado que precisa operar como negócio.
A conversa da ESPN chama atenção para funções menos visíveis: liderança, negociação, atendimento a patrocinadores, planejamento financeiro, operação de campeonatos e gestão de pessoas. São competências que podem ser desenvolvidas em diferentes setores e aplicadas ao universo dos games.
Para quem está começando, isso significa que existe mais de uma porta de entrada. Um estudante de publicidade pode se especializar em comportamento gamer e mídia. Um profissional de administração pode trabalhar com operações e processos. Alguém com experiência em vendas pode aprender a estruturar projetos de patrocínio. Um produtor de conteúdo pode ajudar a traduzir o dia a dia da equipe para a comunidade.
Em todos os casos, é necessário compreender o ecossistema. Conhecer os títulos, os criadores, as plataformas e os hábitos do público evita decisões comerciais distantes da realidade de quem joga. O desafio é juntar repertório profissional com curiosidade sobre a cultura do setor.
Da gestão em esports à atuação da Continuum
A participação de 2020 faz parte de uma trajetória que continua em outros projetos. Em suas páginas institucionais, Tiago Xisto apresenta sua experiência como executivo de marketing, fundador da Continuum e profissional ligado a mídia, influência, conteúdo, comunidades e desenvolvimento de negócios. A entrevista da ESPN registra uma etapa anterior dessa formação.
Embora uma organização de esports e uma agência de marketing tenham operações diferentes, certas competências se conectam: entender públicos específicos, negociar projetos, construir relacionamentos comerciais, coordenar talentos e desenvolver experiências relevantes para marcas. Essa aproximação é uma maneira de explicar a coerência entre a experiência executiva nos games e a atuação posterior em marketing digital.
Na Continuum, conteúdos sobre creator economy, marketing de influência e comunidades podem ser lidos a partir dessa bagagem. O objetivo não é apresentar um programa de televisão de 2020 como prova de um trabalho atual específico, mas mostrar a origem e a evolução do repertório que informa projetos desenvolvidos em diferentes momentos da carreira.
Quem quiser explorar outro recorte dessa trajetória pode conhecer a participação de Tiago no PodCafé Tech, episódio 194, em 2024. Nessa entrevista posterior, a conversa se amplia para Unreal Engine, desenvolvimento de jogos, economia criativa e experiências de realidade virtual aplicadas a negócios.
Lições para marcas interessadas no universo dos esports
O vídeo do Papo Play serve como porta de entrada para uma pergunta que continua útil: o que uma empresa precisa entender antes de desenvolver ações com uma equipe de esports? A resposta começa pelo reconhecimento de que a organização possui estrutura, metas, calendário, profissionais e uma comunidade. Não é apenas um intermediário entre o anunciante e um jogador.
Primeiro, vale definir o objetivo da parceria. A marca quer ampliar reconhecimento, apresentar um produto, gerar conteúdo, alcançar uma comunidade ou apoiar uma propriedade competitiva? Cada finalidade exige formatos e métricas diferentes.
Depois, é importante conhecer a operação: quem coordena o projeto, quem aprova materiais, como será feita a participação dos atletas, quais são os períodos mais sensíveis no calendário e quem acompanha a entrega. Um projeto sem responsáveis claros pode gerar problemas mesmo quando a ideia criativa é boa.
Também é preciso respeitar a linguagem do público. O fato de uma comunidade estar reunida em torno de um jogo não significa que ela receberá qualquer mensagem da mesma forma. A aproximação entre marca e audiência funciona melhor quando há pertinência cultural e uma proposta que oferece valor.
Por fim, uma parceria precisa de avaliação consistente. Impressões, alcance, retenção, participação e resultados comerciais podem ser úteis, mas devem ser escolhidos segundo o objetivo da campanha, sem misturar popularidade com conversão. A maturidade das operações de esports depende também dessa disciplina.
Esses pontos não são transcrições de falas do programa. São conclusões editoriais sobre os desafios da gestão e do marketing nesse setor, desenvolvidas a partir dos temas verificados da entrevista e da experiência profissional apresentada no site.